Município Maricá Rio de Janeiro

Município Maricá Rio de Janeiro
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Maricá é um município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, no Estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Localiza-se a 22º55’10” de latitude sul, 42º49’07” de longitude oeste, a 5 metros de altitude.

O território municipal estende-se por 362,480 km² e é dividido em quatro distritos: Maricá (sede), Ponta Negra, Inoã e Itaipuaçu.

Município Maricá Rio de Janeiro

O acesso ao município pode ser feito tanto pela RJ-106 (Rodovia Amaral Peixoto), que liga o município às cidades de Niterói, São Gonçalo e Saquarema, quanto pela RJ-114, que faz a conexão com o município de Itaboraí e as rodovias RJ-104 e BR-101.

O município de Maricá também é conhecido por suas propriedades rurais – chácaras e grandes fazendas –, muitas delas ricas em conteúdo histórico. O trem também já passou pela cidade – ainda hoje se encontram resquícios daquela época, como estações, trilhos, um túnel e uma ponte no bairro de Inoã, com a inscrição da Estrada de Ferro Maricá.

No livro Compêndios da História de Maricá da co-autora Alexandra Lambraki, verás histórias das Fazendas que deixaram seu registro nesta Cidade. O município possui um aeroporto, não operando aviação comercial, conhecido como Aeroporto de Maricá, localizado no centro urbano.

Na orla de Araçatiba, a rua Álvares de Castro 2.177, encontrarás o Gam. Grupo de Artistas de Maricá. E uma ONG. Sem fins lucrativos. Com utilidade pública Municipal, Estadual e Federal, e também Ponto de Cultura.

Com oficinas de pintura, dança, capoeira, desenho e artesanato, mantém o espaço através dos seus sócios. Com um Calendário anual mantém exposições de artes. Seu funcionamento e de segunda a sábado das 14.00 as 19.30.

As primeiras ocupações humanas em Maricá datam provavelmente do século XI, quando se tem conhecimento de que a região foi invadida por povos tupis procedentes da Amazônia, que expulsaram os antigos habitantes, falantes de línguas do tronco linguístico macro-jê, para o interior do continente.

No século XVI, quando os primeiros europeus chegaram à região, ela estava ocupada pela nação tupi dos tupinambás, também chamados tamoios. Desde essa época, a região já aparecia nos mapas portugueses com o nome “Maricahaa”.

Nas últimas décadas desse século, a região começou a ser dividida em sesmarias pelos portugueses, como a de Antônio de Mariz, a de Manoel Teixeira e a de Duarte Martins Moirão. Em 1584, o padre jesuíta José de Anchieta passou pela lagoa de Maricá, onde teria efetuado uma “pesca milagrosa”.

Em 1635, foi fundada a fazenda São Bento, pertencente aos monges beneditinos do Rio de Janeiro. Porém as atividades econômicas das propriedades da região (extrativismo, agricultura e pecuária) foram prejudicadas pela malária. Em 1675, foi erguida a capela de São José do Imbassaí.

Em 1755, foi criada a Freguesia de Santa Maria de Maricá: o nome era uma homenagem à rainha Maria I de Portugal. A primeira capela de Nossa Senhora do Amparo foi construída na segunda metade do século XVII. Em 1755, com a criação da Freguesia de Santa Maria de Maricá, a capela Nossa Senhora do Amparo separou-se da Freguesia de Santo Antonio de Sá e recebeu o título de paróquia. Em 1788 foi erguida a atual capela de Nossa Senhora do Amparo, cujas obras começaram no século XVIII, mas só foram finalizadas no século seguinte.

No final do século XIX, foi construída uma estrada de ferro que cortou a região, propiciando o escoamento da pesca e das bananas de Maricá para os mercados de Niterói e São Gonçalo.

Na mesma época, a abolição da escravidão no Brasil causou grandes prejuízos à agricultura local, que se baseava na mão de obra escrava. Em meados do século XX, a construção da rodovia Amaral Peixoto estimulou a criação de grandes loteamentos, que transformaram as terras rurais em urbanas.

No final de século XX tiveram início os condomínios, até hoje em franca expansão. Tudo isso incentivou a indústria da construção civil, o turismo veraneio e o comércio na cidade. Atualmente, o município é um dos que recebem mais royalties derivados do petróleo no estado do Rio de Janeiro.

Maricá Rio de Janeiro CEP

Principais ruas da cidade de Maricá





  • CEP 24900-000
    Rua Treze
    São Bento da Lagoa
  • CEP 24900-000
    Rua Trinta e Seis
    Jardim Atlântico
  • CEP 24900-000
    Avenida Central
    Barra de Guaratiba
  • CEP 24900-000
    Rua Niterói
    Rio Fundo
  • CEP 24900-000
    Rua Quarenta e Oito
    Bambuí
  • CEP 24900-000
    Rua Principal
    Recanto de Itaipuaçu
  • CEP 24900-000
    Estrada do Espraiado
    Espraiado
  • CEP 24900-000
    Avenida Roberto Silveira
    Centro
  • CEP 24900-000
    Rua Oitenta
    Barra de Guaratiba
  • CEP 24900-000
    Rodovia Amaral Peixoto
    Itapeba

Outras ruas

  • Rua Ribeiro de Almeida
  • Centro

Maricá Rio de Janeiro Hotel

Conheça alguns hotéis em Maricá:

  • Maison Aires Malcher
  • Aconchego de Itaipuaçu
  • Black Point Beach Club
  • Casa & Mar Wellness Hotel Spa
  • Casa & Mar Colonial

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Fazenda de Itapeba

Parte das terras da Fazenda de Itapeba formam hoje a Fazenda Nossa Senhora do Amparo. Em 1593, Salvador Correa de Sá concedeu a sesmaria a João de São João, uma propriedade composta por 2000 braças ao longo da lagoa de Maricá.

Tomando como ponto de partida o quilômetro 28 onde hoje é Itapeba, o terreno da antiga fazendo abrangia Caxito, Retiro, Buriche, Ponta Grossa, Cachoeira, Marine, São José de Imbassaí, Camburi e Cassorotiba.

Em 1830, a sede da fazenda foi reconstruída, sendo feita uma casa em estilo colonial que modificou completamente a casa antiga feita de pau-a-pique. Há oito anos as paredes da casa ruíram e hoje ela não existe mais. Atualmente esta grande fazenda ficou reduzida a 36 alqueires.

Fazenda do Pilar

A Fazenda do Pilar sempre foi uma propriedade familiar. Consta que João Soares de Lemos Brandão teria recebido as terras por herança, adquirindo novas terras e enriquecendo com as atividades econômicas ligados à produção canavieira. Com o seu falecimento em 1803, a propriedade ficou nas mãos do seu genro José Inocêncio de Matos.

Com o falecimento deste, em 1839, o novo proprietário se tornou o seu genro, o Comendador Antônio Joaquim Soares Ribeiro. Ele ampliou o engenho e construiu a casa grande, finalizando em 1848, data estampada em sua fachada. A fazenda média, de 530 braças de testada por meia légua de fundos, fica situada em uma área de 79 alqueires. No século XIX, a indústria canavieira se tornou uma atividade econômica muito forte e o Comendador Antônio Ribeiro adquiriu terras na fazenda de Ubatiba, ampliando seu terreno para 210 alqueires.

A Fazenda do Pilar possuía dois engenhos de cana-de-açúcar onde era feita a moagem. Também possuía cerca de cem escravos e consta que em 1868 a Princesa Isabel e o Conde D`Eu ficaram hospedados na fazenda. Há também relatos da visita do naturalista Charles Frederick Hart, que fez anotações sobre lagoas e o litoral de Maricá.

Praias

A cidade atrai turistas para suas praias oceânicas de águas límpidas e gélidas de mar aberto, sendo elas: Recanto, Itaipuaçu, Francês, Guaratiba, Bambui, Cordeirinho, Barra de Maricá, Ponta Negra, Jaconé e Sacristia, além das prainhas presentes nas ilhas

Também há praias lacustres, de águas esverdeadas e mornas, populares para famílias com crianças pequenas, estas sendo as da Lagoa da Barra, Araçatiba e Jacaroa

Carnaval

O “Maricarnaval”, como era informalmente chamado o Carnaval em Maricá, era comemorado de forma análoga à da maioria das cidades médias e grandes do estado do Rio. Eram comuns, nos últimos anos da década de 2000, as bandas carnavalescas, blocos e desfiles competitivos de escolas de samba.[46] A última campeã da cidade foi a Tradição de Maricá, que em 2007 obteve seu terceiro título consecutivo.

Após, o Carnaval entrou num período de decadência, com o cancelamento dos desfiles de escolas de samba, todas elas entraram em inatividade, com exceção da Inocentes de Maricá, que ainda desfilou em Niterói nos anos de 2010 e 2011.

No carnaval de 2014, a cidade foi homenageada pela Acadêmicos do Grande Rio. Em 2016 foi criada União de Maricá, que obteve a vaga da Império da Praça Seca e passou a desfilar no Carnaval do Rio de Janeiro. Em 2017, foi aprovada uma lei municipal para a criação de um carnaval fora de época, onde as escolas de samba voltariam a desfilar.

O “Maricarnaval de Inverno” foi previsto para acontecer, a partir de 2018, no último final de semana de Julho. No entanto, em 2018, a procuradoria geral emitiu parecer para que o evento não fosse realizado, alegando que por ser ano de eleição, a realização do evento naquele período poderia beneficiar algum candidato ao governo, ainda que aquele não fosse um ano de eleição municipal, mas sim estadual.

Maricá Rio de Janeiro Fotos

Maricá Rio de Janeiro Fotos

Outras informações

Mapa de localização





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